Doom: A Experiência de videogames mais Death Metal da geração!

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Tantas memórias…

Em 1992 a id Software criou o jogo que pavimentaria o caminho para o surgimento de todo um gênero, Wolfenstein 3D. No ano seguinte, um novo game surge aprimorando o que Wolfenstein 3D foi e popularizando por fim o gênero de FPS, Doom. Na época, os tão populares jogos de tiro em primeira pessoa eram conhecidos apenas como “jogos estilo doom” tamanha a influência da propriedade intelectual criada pela id. Sua importância é inestimável dando cria às diversas franquias existentes até hoje como Quake, Duke Nukem, Halo, Call of Duty, Battlefield, entre outras.

Doom teve uma continuação em 1994 e apenas em 2004 a franquia ganhou um terceiro jogo com Doom 3, deixando um pouco de lado o clima de ação dos antecessores e incorporando uma cara mais de survivor horror. Finalmente em 2016 a id Software juntamente com a Bethesda nos presentearam com o reboot da série em Doom (apenas).

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Ahh, que delicia cara!!!

Você, jovem gamer aficionado por jogos de tiro em primeira pessoa, gosta de violência digital? Gosta de sangue em excesso? Gostaria de visitar os nove círculos do inferno assim como Dante mas, ao invés de Virgílio como guia, preferia ter uma serra elétrica? Não diga mais nada! O novo Doom entrega tudo isso e muito mais. Novamente a história se passa em Marte, onde cientistas que tentam utilizar o inferno como uma fonte de energia viável para ajudar a humanidade e acabam abrindo um portal direto da casa do capiroto, libertando as legiões de demônios no planeta vermelho. Cabe então ao nosso herói o Doomguy, um sujeitinho um tanto quanto nervoso, encontrado num sarcófago no inferno, dar um fim nessa invasão de demônios e limpar a sujeira que os bons cientistas fizeram.

Para essa empreitada, você contará com um arsenal gigantesco de armas clássicas e novas, incluindo a fantástica serra elétrica feita sob medida para fatiar capetas, a BFG para pulverizar hordas de inimigos e é claro, as próprias mãos, nas mais lindas execuções desde Mortal Kombat, deixando apenas uma pasta vermelha e grudenta onde antes existiam seres malignos.

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Ainda tá leve.

Sobre o homem, o individuo sem nome que incorporamos nessa jornada, vale apenas dizer que ele andou tendo aulas de ignorância com Kratos. Absolutamente tudo o que o Doomguy faz nesse jogo é na base da porrada, representando perfeitamente o sentimento dos gamers quando o jogo para a fim de contar a história, e o personagem apenas joga de lado a tela do computador querendo dizer “chega dessa porcaria, cadê mais coisa para eu matar?!”

Os belos cenários do jogo são divididos basicamente em três tipos: os laboratórios supertecnológicos da UAC, as belas paisagens vermelhas de marte e as tenebrosas áreas do inferno. Todos os lugares são muito bem feitos, dando destaque para as partes no inferno, com uma beleza sinistra e cruel, decorada por pentagramas, pessoas empaladas, fogo e muito sangue.

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Se você nunca jogou um jogo no PC cujo ícone foi esse, você não tem idade pra conversar comigo.

O diabo está nos detalhes, e o detalhe que faz desse novo Doom ser memorável é a nostalgia. Cada fase do jogo contém uma área dos Doom clássicos escondidas, com os gráficos, trilha sonora e tudo mais para fazer sua criança interior se lembrar e chorar de emoção da época do emulador de MS-DOS. O mais brilhante é a possibilidade de colocar a mira da arma no estilo clássico no meio da tela.

Mas Doom não vive apenas de nostalgia, o jogo por si só é uma das experiências de FPS mais divertidas da geração. Extremamente frenético, o ritmo não para nos tiroteios onde cada local de batalha mais parece um parque de diversões de tripas e sangue, sem limite de stamina e sem reloading.

A trilha sonora é outro ponto de destaque. Se você curte um heavy metal, o compositor Mick Gordon entrega temas agressivos que embalam a dança de violência que são as batalhas.

Abaixo, vai uma palinha da trilha sensacional por Mick Gordon.

Doom é a experiência gamística mais violenta, satânica e cheia de testosterona infernal dos últimos anos. Visceral no sentido literal da palavra, o game conquistou uma colocação entre os melhores jogos de tiro dos últimos anos e não apenas uma grande homenagem aos clássicos, mas também como um descendente digno do nome Doom.